O papai é pop


Lançado em 2015, a primeira edição de “O papai é pop” demorou pra chegar aqui em casa, muito embora tínhamos tudo para adquiri-lo logo na sua publicação. Afinal, assim como a maioria dos pais de primeira viagem, estávamos ávidos por informações sobre este maravilhoso mundo de ter filhos. Talvez tenha sido pela postura do autor, Marcos Piangers, no programa Pretinho Básico, que parecia meio arrogante, meio debochado, sei lá, figuras imaginárias que o rádio tem a capacidade de criar. Pois, pelo sim, pelo não, fui deixando este título de lado. Eis que este ano, com “O papai é pop 2” e “A mamãe é rock” resolvi abrir mão de meu pré-conceito e dei a Pinagers a chance de entrar em nossa casa. 
Foi uma visita curta, já que a obra é fácil e rápida de ler. Não foi necessário mais que uma semana (há alguns anos teriam sido 1 ou 2 dias, mas quem tem criança pequena vai me entender) para conhecer a obra. Uma leitura leve, divertida e bem atual. Com textos de temas diversos, o autor repassa as suas experiências com as suas duas filhas. Fala do assunto com naturalidade. Tanto, que parece uma conversa dessas que temos com outros pais quando queremos compartilhar de um assunto: “nossa, lá em casa entramos na fase das birras. Ele chora, se joga no chão, por nada. Sério?!, lá em casa também. Esses dias estava no mercado....” e por aí vai. Falando nisso, Piangers tem um texto sobre o “Terrible two” (expressão em inglês para “terríveis de dois”). E é maravilhoso saber que outros pais e mães passam por situações como as nossas. 
No livro, o autor também trata do que é fundamental para uma criança, desde a sua chegada em nossos braços, e não pense que ele trata sobre o berço ou o quartinho mobiliado e pintado, fraldas, tão pouco enxoval. Fala do amor. Esse elemento vital na relação pai e filho. Elemento que nos faz acordar a cada 2 horas de madrugada, ficar acordada o tempo que for necessário e ainda assim estar feliz porque o bebê está bem. Só amor para nos fazer abrir mão das jantas e encontros com amigos; do cinema; dos shows; festas; sono imaculado. Só o amor por um filho para mostrar que tudo isso é secundário. Que tudo isso é facilmente substituído por um sorriso banguela; um gritinho; o primeiro passinho; um “mamãe” que só você compreende. 
“O papai é pop” antes de falar do dia a dia com os filhos, fala de amor. O mais puro e verdadeiro sentimento de que podemos desfrutar.  
Sorte a minha que abri mão de um pré-conceito. Agora, já penso no próximo livro: “A mamãe é rock”. O que será que nos espera? Em breve, apresento aqui. 


Título: O papai é pop 
Autor: Marcos Piangers 
Número de páginas: 122
Editora: Belas Letras 
Preço sugerido: R$ 29

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